quinta-feira, 3 de março de 2011

Historia...

Bem gente hoje começo um novo projeto no blog, começarei a postar essa historia na qual pensei ao ler um post no blog de uma amiga. Espero que gostem e espero também criticas sobre ela

Cigarros e balas Halls
Prólogo

Eu acordo e assim como em todos os dias desde que me lembro eu odeio isso, odeio estar viva, odeio ter que deixar meu mundo de sonhos e odeio ter que levantar e ir encarar as pessoas que estão lá fora. Ontem fui dormir em meio a uma chuva forte, uma chuva que caia aos meus pés sem controle, caiam de meus olhos, como acontece todas as noites. Porem agora tenho que me vestir e ir trabalhar, colocar roupas e uma face de felicidade que não é natural. Tenho que fazer isso, pois trabalho atendendo pessoas, sou uma secretária em um consultório médico e todos naquele lugar estão moribundos então é esperado de minha parte que eu demonstre simpatia para amenizar suas dores. E eu odeio fazer tudo isso. Claro que tenho uma explicação para isso, porém é a explicação da maioria das pessoas que estão nesse barco, infância difícil, sem amigos, pais que não se importavam muito comigo, o de sempre. Devo parecer hipócrita por saber o que causou isso tudo e não tentar mudar isso, mas eu desisti de tentar mudar, agora simplesmente sobrevivo e não tento acabar com isso, não tento me matar mesmo não gostando dessa vida que tenho, pois acho que não vai mudar em muita coisa o sofrimento que tenho.



Agora me levanto relutante e vou tomar um banho, no caminho para o banheiro olho pela janela, o dia me parece que vai estar ensolarado. A maioria das pessoas gosta disso, principalmente no lugar que moro, uma cidade a beira do mar, porém eu não gosto, pois significa que a maioria das pessoas vai estar alegre e com isso vão querer se socializar, ou seja, tentaram conversar comigo, falaram do dia ou de uma novela qualquer, de qualquer forma iram me importunar com algo.


Acabo o banho e coloco uma roupa que a sociedade diz ser algo adequado para uma secretária. Pego minha bolsa e algumas coisas que talvez eu use no dia e saio de minha fortaleza, um apartamento simples, porém espaçoso para mim, com poucos moveis e com menos requinte ainda, fica no quinto andar de um prédio no centro da cidade, gasto a maior parte do meu salário com ele, mas como não costumo gastar com muitas outras coisas, para mim está bom assim. Passo em uma cafeteria perto do prédio onde moro para tomar café da manhã e lá está ele a minha espera. Marcos é o seu nome, ele sorri para mim quando entro na cafeteria e me aproximo dele, Marcos é meu amigo, meu único amigo, não por que eu gosto dele ou algo assim, mas sim por que eu preciso pelo menos fingir uma vida social e tendo ele como amigo eu posso fazer isso. Ele é do tipo de pessoa que parece atrair as pessoas ao seu redor, simpático com todos, adora fazer piadas, mas também sabe ser sério e maduro quando é necessário e acho que é isso que o faz ser tão popular, e acho isso por que ele não é do tipo de cara galã ou bonitão, acho que ele é normal em termos de beleza, mas mesmo assim sempre há pessoas ligando para ele o chamando para sair ou coisa assim, às vezes me passa pela cabeça que ele poderia ser líder de algum grupo ou algo assim. Ele é bom comigo e muitas vezes demonstrou que se importa verdadeiramente comigo e graças a isso tudo eu o ”escolhi” como amigo.


Ao chegar ele me cumprimenta e eu respondo o ato com um sorriso do qual acredito que engano ele. E é assim que começo meu dia quase todos os dias e sem nada que possa mudar minha vida.

Escrito por: Yuri F. Araujo