Pessoal depois de muito tempo estou voltando a postar aqui, hoje vou postar a continuação da historia que estou escrevendo, não liguem muito para erros de português ou coisas assim
Cigarros e balas Halls
Parte 1
Ele fala, fala e não para e eu, como sempre, faço a mesma coisa: coloco minha mascara de quem está gostando do assunto e que quer que ele não pare de falar, porem ele sabe a verdade. Marcos, meu melhor amigo, meu único amigo, às vezes parece que ele é o único que pode ver minha verdadeira face por trás dessas mascaras. Como sempre ele não reclama, ele sabe que se parar e me perguntar o que esta acontecendo, eu vou acabar ficando chateada, por isso ele simplesmente continua a falar.
Estamos em uma cafeteria perto do prédio onde moro, nos encontramos aqui quase todos os dias antes de sairmos para trabalhar. Eu trabalho como secretária em uma clinica médica, Marcos trabalha no centro da cidade e é somente isso que sei talvez ele já tenha me dito exatamente onde trabalha porem eu não devia estar prestando atenção no momento.
- Acorda! Garota você sempre parece estar aqui e na Lua ao mesmo tempo. – Marcos está me segurando pelo braço e me balançando enquanto diz isso, eu o olho assustada pela atitude dele.
- Desculpas, eu só estava pensando no monte de trabalho que tenho para fazer na clinica, e acho que preciso ir. – Digo isso enquanto começo a me levantar, porem ele me puxa para baixo me fazendo sentar novamente, o que me preocupa um pouco.
- Eu preciso falar a sério com você. Estou ficando realmente preocupado com essa sua atitude de fingir gostar desse mundo, mas no fundo simplesmente desprezá-lo. Há uns dias atrás eu fui a sua casa de noite e quando estava prestes a bater na porta eu escutei um barulho de choro em seu apartamento, eu não consegui bater na porta depois disso, porem fiquei do lado de fora por mais de uma hora e durante essa hora você não parou de chorar. Quando eu sai você ainda chorava. Pensei que pudesse ser algo de momento, mas agora vejo que não é. Então me escute bem hoje à noite a gente vai a uma festa e vou fazer você se divertir como nunca e não espero um não como resposta, entendeu? – Aquilo me surpreendeu, eu não esperava que Marcos algum dia fizesse algo assim, sempre pensei nele como o tipo de amigo que percebe que você esta sofrendo porem não faz nada até que você vá até ele pedir ajuda.
- E então? Não vai falar nada? – Eu havia ficado sem palavras, pensava em mil desculpas, porem nenhuma saia da minha boca, nenhuma desculpa pelo menos, pois me vi falando, eu falei algo do qual eu não havia pensado, simplesmente saiu.
- Sim, eu vou com você, basta dizer a hora e onde. – Eu não havia pensado nisso, nem havia cogitado essa possibilidade, porem estava ali naquele momento dizendo que eu iria em uma festa para me divertir.
- Não, eu vou te buscar, não quero correr o risco de você desistir na ultima hora.
- Tudo bem, mas agora eu tenho que ir.
- Ok, eu passo na sua casa por volta das 22 horas, então esteja pronta.
- Vou estar.
No caminho para o trabalho fiquei pensando no que havia acontecido. Eu nunca quis ir em uma festa pelo simples motivo de que teria que conversar com pessoas para não parecer uma maluca ou algo assim, mas eu havia aceitado ir há uma e agora pensando melhor acho que no fundo eu queria ir, queria tomar logo uma decisão: continuar com a minha vida monótona e agonizante ou mudar tudo e tentar ser feliz e acho que eu havia dado o primeiro passo para essa escolha, afinal eu estava indo depois de muitos anos a uma festa.
Escrito por: Yuri F. Araujo